Artigo

O ex-governador Hélio Garcia, com sabedoria das velhas raposas da política mineira, costumava aconselhar aos apressados muito cuidado com o tempo.
O tempo é um grande arquiteto na construção de qualquer projeto político.
Benedito Valladares, Tancredo Neves e Pedro Aleixo foram vereadores e nos deixaram magníficas histórias de ‘sargentamento’ na política mineira.
Vivemos um tempo novo. Não foi por acaso que o PMDB de Minas ‘inventou’ a importante figura política do vice-presidente José Alencar Gomes da Silva.
Ele ingressou no PMDB para ser vice-presidente do partido e candidato ao Palácio da Liberdade.
Não venceu a primeira parada. Mas ajudou a unir o partido com a tríplice vitória de Itamar Franco, Newton Cardoso e José Alencar, em 1998.
Alencar deixou a sigla, mas manteve os amigos e o diálogo, tanto que chegou a vice-presidente na chapa vitoriosa composta com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Hélio Costa, Patrus Ananias e José Alencar estiveram próximos nas eleições de Belo Horizonte.
A lição do ex-governador Hélio Garcia parece fora de uso na atualidade.
Ninguém quer esperar o Carnaval passar para colocar a campanha eleitoral no lugar das escolas de samba e blocos caricatos.
No PMDB de Minas existe uma única vontade: voltar ao Palácio da Liberdade.
A maioria acredita que a aliança com o PT é o caminho natural do partido que compartilha espaços importantes no Governo Federal.
O PMDB de Minas quer eleger a mineira Dilma Rousseff para a Presidência da República. Mas a prioridade é a eleição do jornalista e Ministro Hélio Costa ao Palácio da Liberdade.
Algumas notícias fora de tal figurino, no momento, é pura fantasia carnavalesca.
Minas, agora, é Hélio Costa. No PMDB mineiro Hélio Costa é Minas.
A saudade do Palácio da Liberdade é uma nostalgia – uma marcha-rancho - que os peemedebistas querem transformar em samba-enredo com o título: ‘O povo está de volta ao Palácio da Liberdade’.
Itamar de Oliveira
Primeiro Secretário