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Perfil do Mês

Personalidade do mês de maio: Tarcísio Delgado

 

Advogado e um dos fundadores do MDB (sigla que deu origem ao PMDB), Tarcísio Delgado acaba de lançar o livro ‘Tatuagens na Alma’, que conta a história dos mineiros da cidade de Nova Lima que sofriam exploração das mineradoras estrangeiras e viviam em condições precárias. O complexo caso foi abraçado por um jovem advogado e tornou-se esperança para essas pessoas. O fato romanceado, vivido por Delgado, descreve a experiência como um momento muito marcante de sua vida. “Na época não recebi nada pelo trabalho, eu encontrei certas dificuldades, pois estava começando minha carreira, mas percebi que aquelas pessoas estavam sendo vítimas de uma profunda injustiça e me agarrei ao caso por amor à justiça”.

Para o advogado desde a década de 70, época em que se passa a história, muita coisa mudou em relação aos direitos do trabalhador. Para ele, o fortalecimento dos sindicatos, associações e entidades de representação e uma organização mais aprimorada faz com que essas instituições atuem de maneira mais eficaz e protegem ainda mais as classes defendidas. “A revolução do processo social, econômico e político diferenciou o que a sociedade entende como relações de trabalho. Mesmo o trabalho informal, tomando como exemplo os autônomos, em uma economia fortalecida gera resultados positivos para o Brasil”. O sentimento de amadurecimento das relações trabalhistas não o deixa esquecer o fato de que o País ainda possui muitos gargalos quando o assunto é direito do trabalhador. Delgado encara o trabalho nos canavieiros como nas mineradoras da década de 70.

Com os olhos de quem estuda a sociedade e sempre trabalhou, através do PMDB, e batalhou para a implantação de leis que qualifiquem a vida das pessoas, Delgado, ainda acredita que a legislação trabalhista está aquém do momento que vive o País. Formador de opinião, advogado, escritor, todas essas facetas compõem uma personalidade ativa que embasou sua atuação como político peemedebista. Um dos fundadores do MDB, partido que lutou no front de batalhas pela liberdade e pela redemocratização do Brasil, Delgado iniciou sua vida como legislador ao ser eleito, em 1967 vereador da cidade de Juiz de Fora. Já em 1971, ele se muda para Belo Horizonte com sua família e assume uma cadeira na Assembléia Legislativa de Minas Gerais. Como deputado estadual liderou a bancada peemedebista e integrou a Comissão de Constituição e Justiça. No fim do mandato publicou o livro ‘Caminho e atalhos para o poder’, onde descreve sua atuação como parlamentar naquele mandato.

Por três vezes, Tarcísio Delgado foi eleito deputado federal. Porém, os dois primeiros mandatos foram caracterizados por um desempenho comprometido com as causas democráticas, que o fizeram militante destacado do antigo grupo ‘Autênticos do PMDB’, responsável pela defesa das teses progressistas na época da ditadura. Já no início dos anos 80, assumiu o primeiro de três mandatos como prefeito da cidade de Juiz de Fora, dando início a uma gestão baseada em ‘competência, austeridade e participação popular’. Seus destaques foram na área social, de infra estrutura urbana e política (marcada pela implantação pioneira da gestão participativa). Projetos como a Pró Creche, Pró Criança, Pró Idoso e o Em Casa – Empresa Municipal de Habitação melhoraram a qualidade de vida dos carentes, dando a eles uma profissão, moradia e estudos.

Quando questionado sobre os momentos mais marcantes de sua atuação política, Delgado descreve: “Quando deputado federal, trabalhei durante um ano em um projeto que, infelizmente não se tornou lei, mas que acabou se tornando base para a implantação de outras leis. Apresentei um projeto de mudança na CLT que facilitava o trabalho do menor, através de jornadas menores e acompanhamento da atividade escolar por parte do empregador. Como prefeito, todas as crianças foram tiradas das ruas e levadas para um local onde aprendiam profissões e já saíam empregadas. Os mendigos foram levados para um centro habitacional e, após dois ou três meses estavam trabalhando com carteira assinada”. Atualmente Delgado atua como advogado e mantém um escritório na cidade de Juiz de Fora e outro em Belo Horizonte, orem sua carreira política não encerrou junto com suas candidaturas, ele continua ativo e caminhando ao lado do PMDB-MG. Participou do I Encontro Consultivo e, em seu discurso, falou sobre a importância de palavras como modernidade, prestação de serviços e força fazerem parte da rotina dos peemedebistas mineiros. “tenho orgulho de fazer parte do PMDB-MG e creio que essa visão atual do diretório estadual deve ser passada para frente, a fim de disseminarmos conceitos importantes e que realmente fazem a diferença para a população”. Sobre 2010 Delgado afirma: “O PMDB-MG oferecerá à sociedade um programa de governo executável e bastante avançado, sempre lembrando que o poder nasce do povo”.

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Somos todos mineiros

 

            Se Minas são muitas, o mineiro Tarcísio Delgado é múltiplo de mil.

            Raymundo nasceu na roça. Tarcísio viveu na cidade. Tarcísio Delgado transita com desenvoltura no campo do direito, da política e da literatura. É aprendiz e professor de quase tudo. Tem um sentimento maior de solidariedade para com os humildes. Acredita nas verdades que aprendeu ao longo da vida. Mas sabe que em todos os caminhos existem pedras. Umas para serem contornadas. Outras para serem arrancadas da estrada e algumas que certamente continuarão amedrontando os fracos e encantando os ousados.

            Raymundo é quase humano. Ele sabe que possui uma centelha divina. A família , o lar, onde contam os lares, é a herança romana de um culto familiar que conta na vida de Raymundo.

            Tarcísio, para os amigos, é um semi-deus. Da estirpe dos titãs. Forte, combativo e heróico. Consciente do poderio dos deuses. Que reinam sempre, eternamente. Nesta galeria toda honra e toda glória ao cidadão que mudou a vida do povo – de todo o povo- de Juiz de Fora.

Delgado é um contra-senso. Raymundo é terno. Tarcísio é impetuoso. Tarcísio Delgado é turrão.

            Não existe moldura para o retrato em preto e branco de Tarcísio Delgado.

            Não existe régua e compasso para que Tarcísio Delgado seja enquadrado.

            Agora ele aparece com um livro novo: Tatuagens na Alma.

            O livro me emocionou. Me encantei com o Profeta. Sofri com os mineiros de Nova Lima.  Recordei a prepotência de muitos que comandaram o golpe militar de 1964. Quanta burrice. Quanta injustiça. Quanto sofrimento. Ainda bem que podemos ter orgulho dos que sofreram e dos que lutaram para mudar aquela realidade.

            Vivemos um tempo novo.

            Os opressores não precisam mais usar as armas que nos impuseram no pretérito.

            Ainda somos um grande país repleto de injustiças sociais.

            O sonho de construir uma pátria  justa e solidária  continua.

            Companheiros do porte de Raymundo Tarcísio Delgado  são imprescindíveis para manter acesa a chama da solidariedade. A fraternidade a ser construída  nos estimula a sonhar com um belo horizonte  para nosso povo mineiro,  uma gente garimpeira da esperança. Sempre. Somos todos mineiros de Nova Lima.

           

                                   Itamar de Oliveira

 

PMDB - Partido do Movimento Democrático Brasileiro - Diretório Estadual de Minas Gerais

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